INDÚSTRIA METALMECÂNICA
Fischer
Fischer implementa inovação no “coração” do seu chão de fábrica e aumenta sua competitividade internacional.
Na linha mais importante da Fischer, solução da Teep controla a produção em tempo real.
04/09/2026
Na recepção da Fischer, um painel mostra a linha do tempo da fábrica, fundada em Brusque pelos irmãos Ingo e Nivert. A pequena oficina de consertos de bicicleta aberta em 1961, cinco anos mais tarde, deu lugar à empresa que se tornou uma gigante do setor de eletrodomésticos. Atualmente, seis décadas depois, a empresa produz por mês mais de 200 mil produtos. E exporta para mais de 20 países das Américas, África e Oriente Médio.
Complexo de instalações da Fischer na cidade de Brusque inclui desde as fábricas ao refeitório e creche para filhos de funcionários.
Embora o portfólio de produtos seja ainda mais vasto, incluindo a fabricação de coifas, depuradores, fritadeiras, cervejeiras, secadoras e até equipamentos para a construção civil, as linhas de montagem de eletrodomésticos são o coração da Fischer. E é nesse coração que a solução da Teep Tecnologia está instalada e contribuindo para a fábrica pulsar em um novo ritmo: o ritmo da eficácia.
Para Adairton Venzon e Kauan Iatzak, tomada de decisões se tornou mais ágil com a Teep.
Desde o tempo das bicicletas, os irmãos Fischer sabiam que ficar parado enferruja. Por isso, a inovação se tornou uma das principais razões do sucesso da unidade de eletrodomésticos. Adairton Venzon, gestor de produção, explica como a empresa incentiva a descoberta de soluções para problemas. E como essa prática já faz parte da cultura corporativa.
“Temos esse princípio: experimentar. Porque é a experimentação que nos permite evoluir”, afirma Adairton, ao relembrar o desenvolvimento do projeto junto aos especialistas da Teep.
O principal objetivo era testar a solução na linha de montagem mais importante da operação: a que nunca para, que reúne o maior número de operadores e conta com várias etapas. É ali que tudo ganha escala. Uma falha se transforma rapidamente em transtorno, mas também é onde um acerto se consolida e passa a fazer parte do processo produtivo.
Adairton destaca ainda que a Fischer sempre dá preferência a parceiros que ofereçam customização. “Se a gente observar a relação da Fischer com a Teep, a Teep nunca trouxe só a solução que ela apresenta. Buscou algo próprio para a Fischer. E essa parceria tem dado muito certo”, conta o gestor, que também contabiliza como resultado a contribuição do software da Teep para a produção atingir o nível de qualidade esperado e praticado em cada produto.
A rotina de trabalho de Adairton Venzon sempre começa com visualização do painel da Teep.
Sobre a tomada de decisão, Adairton resume como se tornou mais rápida. “Hoje, conseguimos identificar os produtos que requerem maior atenção, pois, a partir dos dados coletados, é possível determinar qual etapa gera mais peças com defeito, quais processos necessitam de análise e melhoria, além de acompanhar o desempenho individual de cada máquina e ferramenta. Isso proporciona maior assertividade na tomada de decisões e na implementação de ações corretivas”, pontua ele.
“Hoje de manhã, por exemplo, visualizamos no Teep que tínhamos uma máquina parada, da qual precisaríamos do item ao final do dia. Isso nos proporcionou um levantamento e uma intensidade maior para que retornasse à atividade”, relata o gestor, na companhia de Kauan Iatzak, monitor de eficiência OEE, que não se separa do tablet com acesso ao software da Teep.
Kauan Iatzak caminha pela fábrica com o tablet e se dedica a antecipar resoluções e análises.
Kauan tem a função de monitorar todo o sistema, emitir diariamente relatórios e fazer a análise das paradas, fornecendo informações preciosas para a gestão de Adairton, que necessita realizar uma articulação mais ampla nos planejamentos mensais envolvendo outros setores, como RH, compras, manutenção e a diretoria.
“O sistema da Teep permite inclusive observar qual mão de obra requer ou não mais formação e evoluir mais nas entregas. Integrado ao ERP, o Teep dá baixa no estoque de matéria prima e informa estoque de produto acabado”, explica o gestor. Para ele, outra vantagem é que não foi preciso mexer no layout do chão de fábrica nem adquirir novas máquinas. A mudança do sistema de apontamento, que antes era com anotações manuscritas, por vezes não confiáveis e confusas, tornou a produção mais eficiente.
Quando temos um sistema que é confiável e em tempo real, ele possibilita que as informações coletadas e integradas ao ERP facilitem com as demais áreas de apoio, que também tenham agilidade e confiabilidade na compra de materiais e no direcionamento dos itens com problema. O sistema Teep proporciona justamente a esses setores uma informação confiável e ágil para que tomem as suas ações, para que possam gerenciar de forma mais tranquila e nos dar o suporte correto e ideal para a produção.
Na relação com a diretoria, o gestor também pontua os benefícios de ter dados confiáveis para auxiliar na tomada de decisão da alta gestão em investimentos, melhoria de processos e escolher entre a contratação ou a qualificação de mão de obra.
Se a Divisão de Eletrodomésticos é o “coração” da Fischer, agora ele bate mais forte. “Com o Teep, nossa taxa de produção aumentou significativamente”, comemora Adairton, enquanto anuncia que a fábrica está preparada para rigorosas exigências de novos desafios com parceiros e mercados internacionais.
Tablet instalado próximo à linha de montagem é utilizado para informe de paradas.
Outro benefício para a Fischer, está sendo o cumprimento de uma meta de sustentabilidade. A empresa pretende eliminar por completo o uso de papel na operação do chão de fábrica e da manutenção. Adairton relata que, antes da Teep, todas as ordens de produção eram apontadas manualmente e em um único coletor. O que exigia do operador caminhar, gerando uma perda de tempo no deslocamento e de espera. Além disso, as informações não estavam disponíveis em tempo real.
“Desde quando a Teep chegou, sempre houve o anseio de que pudéssemos modernizar cada vez mais o nosso parque fabril para que não gerasse papel. Esse sempre foi um propósito nosso: sair do papel e ir para o processo automatizado”, conta o gestor, que prefere manter no passado a dificuldade de gerir informação duvidosa, confusa pela escrita, onde os dados se perdem porque é necessário a manutenção de um arquivo de material impresso. “O sistema informatizado tem um backup, informações corretas e no futuro próximo eliminará o papel das ordens de produção e de manutenção”.